Prêmio Nobel de Economia 2025

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A lista oficial de candidatos ao Nobel de Economia é mantida em absoluto sigilo pela Academia Sueca e só é divulgada 50 anos depois da premiação. Ou seja, não existem informações públicas oficiais sobre quem são os candidatos ao Nobel de Economia de 2025. Isso é diferente das áreas de Literatura ou Paz, onde apostas e rumores frequentemente aparecem na mídia.​ O que existe são “prognósticos acadêmicos” e listas de favoritos, com base em citações, impacto acadêmico e especulações de institutos e especialistas internacionais. Entretanto, nenhuma fonte confiável fornece nomes, fotos ou teses dos concorrentes em Economia para 2025.​

Como funciona o processo?
Indicações são feitas por instituições e economistas convidados. Os nomes dos indicados ficam em segredo durante 50 anos.​ O anúncio dos vencedores acontece em meados de outubro.

Quem ganhou recentemente?

Em 2024, os premiados foram Daron Acemoglu, Simon Johnson (MIT) e James A. Robinson (University of Chicago), por estudos sobre como as instituições políticas e econômicas afetam a prosperidade das nações.​

O anúncio dos vencedores de 2025 acontece na próxima segunda-feira, 13 de outubro.​

Vencedores entre (2024-2020)

2024
Laureados: Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson


Contribuição Principal: “Por estudos sobre como as instituições são formadas e afetam a prosperidade.”

Resumo: O trabalho deles, popularizado no livro “Por que as Nações Fracassam”, argumenta que são as instituições políticas e econômicas “inclusivas” (que distribuem poder e oportunidades amplamente) que fomentam o crescimento e a prosperidade. Em contraste, instituições “extrativistas” (que concentram poder e riqueza em uma pequena elite) levam à estagnação e à pobreza. Sua pesquisa mudou fundamentalmente a compreensão sobre as causas profundas do desenvolvimento econômico.

2023
Laureada: Claudia Goldin


Contribuição Principal: “Por ter avançado nosso entendimento sobre os resultados das mulheres no mercado de trabalho.”

Resumo: Goldin foi a primeira a fornecer um panorama completo dos ganhos e da participação das mulheres no mercado de trabalho ao longo dos séculos. Sua pesquisa revelou as causas de mudanças importantes, e também as fontes da persistente diferença de gênero, mostrando como fatores como as pílulas anticoncepcionais e as expectativas sobre carreira e família moldaram as decisões e os resultados profissionais das mulheres.

2022
Laureados: Ben S. Bernanke, Douglas W. Diamond e Philip H. Dybvig


Contribuição Principal: “Pela pesquisa sobre bancos e crises financeiras.”

Resumo: O trabalho deles foi fundamental para a compreensão moderna do papel dos bancos na economia, especialmente durante períodos de instabilidade. Bernanke analisou a Grande Depressão, mostrando como as corridas aos bancos agravaram a crise. Diamond e Dybvig desenvolveram modelos teóricos que explicam a vulnerabilidade dos bancos a corridas e como o seguro de depósito pode prevenir colapsos financeiros.

2021
Laureados: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens


Contribuição Principal:

David Card: “Por suas contribuições empíricas para a economia do trabalho.”

Angrist e Imbens: “Por suas contribuições metodológicas para a análise de relações causais.”

Resumo: Este prêmio foi dividido. Card usou experimentos naturais para estudar os efeitos do salário mínimo e da imigração no mercado de trabalho, desafiando visões convencionais. Angrist e Imbens desenvolveram uma metodologia (o “Local Average Treatment Effect” – LATE) que permite a pesquisadores tirar conclusões de causa e efeito a partir de dados observacionais, revolucionando a forma como a pesquisa empírica é feita em economia e outras ciências sociais.

2020
Laureados: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilso
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Contribuição Principal: “Por melhorias na teoria dos leilões e invenções de novos formatos de leilão.”

Resumo: Eles não apenas esclareceram como os leilões funcionam, mas também usaram suas teorias para projetar novos e complexos formatos de leilão para bens e serviços que são difíceis de vender de maneira tradicional, como licenças de rádio e telecomunicações. Suas inovações beneficiaram vendedores, compradores e contribuintes em todo o mundo.

Candidatos em Destaque para o Nobel de Economia 2025
Embora a lista de indicados seja secreta, a comunidade acadêmica e analistas especializados especulam sobre os nomes mais prováveis com base na relevância e no impacto de suas pesquisas. Os temas de mudanças climáticas, desigualdade e crescimento econômico são considerados os mais fortes para este ano.

Principais Cotados:

Sir Nicholas Stern:

Campo: Economia das Mudanças Climáticas.

Contribuição: Famoso pelo “Relatório Stern” (2006), um dos primeiros e mais influentes documentos a analisar os custos econômicos do aquecimento global e a defender ações urgentes como um investimento para o futuro.

Thomas Piketty:
Campo: Desigualdade de Renda e Riqueza.

Contribuição: Autor de “O Capital no Século XXI”, uma obra monumental que analisa a dinâmica histórica da concentração de riqueza. Seu trabalho argumenta que, sem intervenção, o retorno sobre o capital tende a ser maior que a taxa de crescimento econômico, exacerbando a desigualdade.

Esther Duflo, Abhijit Banerjee e Michael Kremer:
Campo: Economia do Desenvolvimento (Abordagem Experimental).

Contribuição: Embora já tenham ganhado em 2019, suas contínuas contribuições e a crescente importância de sua metodologia de ensaios clínicos randomizados (RCTs) para avaliar políticas de combate à pobreza os mantêm como nomes influentes e possíveis candidatos novamente por novas pesquisas.